domingo, 3 de março de 2013


TUTORIAL OVERCLOCK

 

1. O que é overclock?

O overclock consiste em fazer determinado chip trabalhar acima da freqüência de fábrica. Vou ensinar aqui como fazê-lo em um processador.

2. Opções na BIOS:

Na BIOS existem várias opções de overclock, e eu vou citar aqui e dar uma breve explicação sobre elas. Lembrando que o nome delas pode variar, dependendo da placa-mãe.

CPU External Frequency: FSB (Front Side Bus). É a velocidade com que o processador conversa com a memória. É basicamente por aqui que fazemos o overclock.

CPU Multipler, CPU Frequency Multipler: multiplicador da CPU. Esse número, multiplicado pelo FSB, resulta no clock da CPU. Ex.: 133 x 12,5 = 1667 MHz (Athlon XP 2000+).

Memory Frequency: divisor das memórias. Geralmente, o modo síncrono (1:1, FSB na mesma freqüência das memórias) é o que oferece mais desempenho e mais estabilidade. Se você tem memórias DDR400 e usa um processador com FSB 266 MHz, elas rodarão também a 266. Você pode setá-las com velocidade maior que a CPU, mas isso quase não trará aumento de velocidade.

Memory Timings: timings da memória. Dessa opção, partem várias sub-opções: CAS Latency, RAS Precharge, RAS to CAS Delay, Active Precharge Delay. Também há outros, como DRAM Idle Time, TRP, TRDRAM, etc. mas esses só estão disponíveis no Athlon 64. Uma diminuição nesses números implica numa maior velocidade do sistema, mas afeta a estabilidade. Em overclock, o ideal é aumentá-los, pois o acréscimo de clock compensa os altos timings.

CPU Vcore:  voltagem da CPU. Quando se aumenta muito a freqüência do processador, é necessário dar um acréscimo na voltagem do core para atingir a estabilidade, o que também implica num aumento da temperatura. Também é possível abaixar o vCore, o que deixa o processador mais frio e, conseqüentemente, aumenta sua vida útil, mas isso só se for para trabalhar em stock (sem over) mesmo.

DDR Reference Voltage:  vDIMM (voltagem das memórias). Ao subir o FSB, o clock das memórias sobe junto (isso no modo 1:1), e também é necessário aumentar sua voltagem para conseguir estabilidade, mas isso só se você ultrapassar a freqüencia de fábrica das memórias: se forem DDR400, só será necessário aumentar o vDIMM se elas passarem de 200 MHz; também pode ser útil em stock, para conseguir timings melhores.

Chip Voltage Control: Vdd (voltagem do chipset). É muito útil em overclocks agressivos, quando se tem um alto FSB.

Também há outras opções, como SB Voltage (voltagem da ponte-sul), HT Multipler (multiplicador do HT), mas estas só estão disponíveis em sistemas com o Athlon 64.

3. Começando...

Antes de fazer um overclock, você deve verificar se está tudo certo com o sistema. Dê uma olhada nas temperaturas e nas voltagens da fonte. Nos Athlons XP, não é recomendado passar de 60ºC e nos Pentium 4, de 50ºC. Em relação às voltagens, não pode haver uma variação maior que 5%, pois, caso contrário, você pode arrastar a sua fonte - junto com todo o sistema - para o lixo.

Para quem não está a fim de fazer contas:

+12V: 11,4v a 12,6v
+5V: 4,75v a 5,25v
+3,3V: 3,14v a 3.46v


Um bom programa para medir isso é o Everest Home Edition. Para quem tem placa-mãe da ASUS, é melhor o ASUS PC Probe.

Lembrando que isso tudo deve ser medido em full load. Para isso, tem o Stress Prime 95.

4. Mãos à obra!

Agora chegou a hora de agir. Reinicie o computador, entre na BIOS (geralmente apertando Del, quando o computador liga) e aumente o FSB. Mas não aumente muito, pois certamente o sistema não irá agüentar; eu recomendo 5 MHz. Volte para o Windows, rode o Stress Prime 95, verificando a estabilidade. Sempre dê uma olhada na temperatura e nas voltagens. E assim por diante, até alguma vez dar erro no Prime 95, o que indicara instabilidade. Quando isso ocorrer, tente dar uma relaxada nos timings da memória. Vá testando a estabilidade, olhando temperatura e voltagens. Também é útil mexer no vDIMM e abaixar o multiplicador (para poder aumentar um pouco o mais FSB). Mexer no vCore também ajuda. Não esqueça do Vdd

Mas não exagere! Quanto mais altas são as voltagens, menos tempo de vida útil os componentes têm: eu não gosto de ultrapassar 0,2v o vCore original do processador. É bom você ter um gabinete bem ventilado, um bom cooler na CPU (pra mexer no vCore), dissipadores nas memos (pra mexer no vDIMM) e até um cooler ativo na ponte-norte (caso mexa no Vdd).

E é isso aí, você tem de ir mexendo no vCore, vDIMM, multiplicador, testando aqui e ali e ver o máximo de over que você consegu

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Como Nascem os Hackers?

No início dos anos 60, um grupo de programadores do MIT - Massachusetts Instituto
of. Technology (web.mit.edu) se autointitulou hacker em alusão
as suas competências pessoais em lidar com computadores e
sistemas. Neste sentido, o hacker era alguém especialista em
lidar tanto com o software quanto com o hardware, incluindo
os sistemas operacionais. Era alguém que conhecia como
a palma da mão os sistemas de informática da época. Esta
autodenominação era uma forma de auto-reconhecimento
por serem realmente bons no que faziam. Sem falar que a
cultura americana incentiva a autopromoção. Por lá a humildade não é bem
vista. No Brasil ocorre justamente o contrário. Se alguém se diz bom em alguma
coisa é mal visto. Este excesso de humildade pode, de certa forma, atrapalhar o
desenvolvimento humano. Mas este não é o assunto deste livro.
Voltando ao MIT, a situação se complicou quando alguns destes cérebros brilhantes
resolveu ir para o lado negro da força e criar alguns programas com vida própria
para testes: os vermes e vírus. A confusão entre hacker do bem ou do mal (cracker)
começou na década de 80 quando surgiram os primeiros vírus e presenciamos a
criação da Legion of Doom em 1984. Foi lamentável essa confusão entre quem cria e
quem destrói. Por outro lado, ao associar em excesso o “hackerismo” à informática,
fez com que esta palavra fosse associada quase que exclusivamente aos especialistas
em sistemas de informática que usam este conhecimento para cometer algum
ato condenável. Se não houvesse este vínculo com a informática, teríamos hackers
nas várias áreas de atuação humana: o hacker escritor, o hacker médico, o hacker
jornalista, o hacker transformista, etc...
De forma resumida, em um primeiro momento (décadas de 60 e 70), hackers eram
os especialistas em software e hardware. Muitos desses hackers contribuíram para o
atual estado da tecnologia da informação. Como exemplos dos primeiros hackers,
temos gente do quilate de Vinton Cerf (‘pai’ da Net), Tim Berners-Lee (‘pai’ da
Internet), Steve Wozniak (criador do primeiro computador pessoal do mundo), Bill
Joy (criador do Unix) e Linus Torvalds (criador do Linux), entre outros.
Na segunda geração de hackers (iniciada entre as décadas de 80 e 90) começamos a
ter os problemas de vírus e invasão. O hacker passa a ser visto como o PIRATA
DA INFORMÁTICA e tratado como criminoso. O melhor representante desta
geração é o Kevin Mitnick, cuja fama mundial se deve ao excelente trabalho
jornalistíco-para-vender-jornal do The Washington Post. Não custa lembrar que o site
do Mitnick foi pichado, em uma ‘homenagem’ a sua libertação da prisão.
Ainda estamos na segunda geração de hackers, quase entrando na terceira. Não
temos ainda alguém tão famoso quanto os pioneiros.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

windows phone 7.1 para 7.8


 
Ta ai o tutorial para passar seu Windows Phone 7 para o 7.8.
Eu fiz e deu certo melhoro 100% o celular.
E isso ai

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A cultura "cyberpunk"


A cultura "cyberpunk" é um fato, uma mistura de esoterismo, programação informática, piratarias e ficção científica (1), influenciada pela contra-cultura americana e pelos humores dos anos 80. Ela é uma cultura de rua, presente em vários países e que se expressa através de revistas "especializadas" (2), de jogos eletrônicos clandestinos (3), da pirataria digital ("hacking", "phreaking"), do cinema e da televisão (4), das revistas em quadrinhos (5), dos vírus de computador (6), da moda (7), das novas expressões artísticas e das novas imagens (8). A cultura "cyberpunk" é, antes de mais nada, a expressão de um comportamento irreverente em relação às novas tecnologias.

Não precisamos muito para observar as mudanças e os "bouleversements" sócio-culturais por que passa a nossa sociedade contemporânea a partir da miniaturização e banalização das novas tecnologias de base micro-eletrônica. Alguns vão ver aí traços da "pós-modernidade", outros, o agravamento e a radicalização do que foi o sonho tecnológico moderno. A cultura "cyberpunk" nos leva a crer que as duas posições fazem sentido.

Por um lado, os "cyberpunk's" rejeitam o sonho do paraíso tecnológico, "brincam" e "jogam" de maneira irreverente com as regras impostas pelo sistema tecnocrático. Eles pretendem, pela subversão das regras e pelo prazer, recolocar a questão do poder tecnológico e popularisar a idéia de que a tecnologia deve ser uma ferramenta de liberdade, prazer e comunicação ao alcance de todos, e não previlégio de uma elite (cientistas, militares e industriais).

As grandes promessas da modernidade desabaram. O "no future" impera e a única saída é investir tudo no presente. Agora, a tecnologia só faz sentido se ela ajudar nessa "apropriação do quotidiano". A cultura "cyberpunk", fruto do sonho maior da modernidade (a informatização da sociedade), se volta contra seus paradigmas fundadores e apresenta uma outra maneira de pensar e utilizar a tecnologia. Nesse sentido ela é um "pesadelo" da modernidade. Aqui podemos estar vendo o nascimento do imaginário tecnológico da "pós-modernidade".

Por outro lado, a aceitação do destino tecnológico ("a tecnologia está aí e nada podemos fazer a não ser utilizá-la de maneira criativa"), o surgimento de uma nova utopia da comunicação, livre e tecnicamente perfeita (relançando um novo "projeto" e uma nova "ideologia"), o isolamento do sujeito, imerso em uma parafernália hyper-tecnológica que reforça os ideais individualistas modernos (os "Otakus") (9), a paixão quase religiosa por tudo o que é novidade no mundo da técnica, só para citar algumas pistas, atestaria uma radicalização dos paradigmas legitimadores da modernidade. A tecnologia contemporânea é vivida assim sob o signo desse paradoxo.

domingo, 30 de dezembro de 2012



Como começar a falar de “Neuromancer”? Uma obra simplesmente FUNDAMENTAL nas prateleiras de todo amante de ficção científica?

Bom, é claro que você já deve ter ouvido falar na MATRIX, certo? E você deve achar que é criação dos Irmãos Wachowski, certo? ERRADO.

William Gibson, considerado por muitos o PAI do cyberpunk, escreveu “Neuromancer”, o primeiro livro da Trilogia do Sprawl, em julho de 1983, publicado em 1984. Se o livro “1984” marcou uma geração, essa obra de Gibson, também roteirista de “Johnny Mnemonic” e de dois episódios de “Arquivo X”, marcou ainda uma nova revolução na literatura de ficção científica.

Neuromancer é o primeiro romance a ganhar a santíssima trindade dos prêmios de ficção científica: O Hugo Award, Nebula Award e o Philip K. Dick Award.

A matrix é apenas um dos elementos “em comum” com o filme mencionado acima. Porém, a obra de Gibson vai muito mais além, abordando as interações do ser humano com a máquina, em um futuro distópico e altamente marcado pela tecnologia, por vezes bem invasiva, em que Case é “contratado” para uma missão, sem saber onde está se metendo, em troca de… bem, continuar a viver.

A excelente edição de 25 anos da obra da Editora Aleph tem um acabamento primoroso, uma ótima tradução nova e ainda conta com um glossário dos termos que foram mantidos como no original, ou que foram adaptados, mas são recorrentes e cujo significado é primordial para entender o andamento do livro.

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Historia da Internet

Como quase tudo na informática, as redes passaram por um longo processo de evolução antes de chegarem aos padrões utilizados atualmente, culminando na explosão da Internet, das redes locais e das redes móveis, que massificaram o acesso à informação.
As primeiras redes de computadores foram criadas ainda durante a década de 60, como uma forma de transferir informações de um computador a outro. Na época, o meio mais usado para armazenamento externo de dados e transporte ainda eram os cartões perfurados, que armazenavam poucas dezenas de caracteres cada (o formato usado pela IBM, por exemplo, permitia armazenar 80 caracteres por cartão).
Eles são uma das formas mais lentas, trabalhosas e demoradas de transportar grandes quantidades de informação que se pode imaginar. São, literalmente, cartões de cartolina com furos, que representam os bits um e zero armazenados:
De 1969 a 1972 foi criada a Arpanet, o embrião da Internet que conhecemos hoje. A rede entrou no ar em dezembro de 1969, inicialmente com apenas 4 nós, que respondiam pelos nomes SRI, UCLA, UCSB e UTAH e eram sediados, respectivamente, no Stanford Research Institute, na Universidade da California, na Universidade de Santa Barbara e na Universidade de Utah, nos EUA. Eles eram interligados através de links de 50 kbps, criados usando linhas telefônicas dedicadas, adaptadas para o uso como link de dados.
A sigla "kbps" (kilobits per second) se refere à velocidade da transmissão, de apenas 50.000 bits por segundo. Usando o padrão ASCII, 50.000 bits equivalem a apenas 6.250 caracteres, ou seja, pouco mais de duas páginas de texto puro. A essa velocidade, um relatório de 300 páginas demorava quase dois minutos para ser transmitido e arquivos de imagem e vídeo estavam fora de questão. Conforme a velocidade as conexões foi melhorando, surgiram novas siglas, como o "mbps" (megabits per second), "gbps" (gigabits per second) e o "tbps" (terabits per second), que se referem respectivamente à milhões, bilhões e trilhões de bits por segundo. Hoje em dia, é comum se referir à estas unidades apenas como "megabits", "gigabits" e "terabits".
Voltando à Arpanet, os 50 kbps podem parecer muito pouco, mas na época foram um grande feito, principalmente se considerarmos que os modems domésticos da década de 1970 transmitiam a apenas 110 bps (bits por segundo), o que corresponde a apenas 825 caracteres de texto por minuto.
Esta rede inicial foi criada com propósitos de teste, com o desafio de interligar 4 computadores de arquiteturas diferentes, mas a rede cresceu rapidamente e em 1973 já interligava 30 instituições, incluindo universidades, instituições militares e empresas. Para garantir a operação da rede, cada nó era interligado a pelo menos dois outros (com exceção dos casos em que isso realmente não era possível), de forma que a rede pudesse continuar funcionando mesmo com a interrupção de várias das conexões.
As mensagens eram roteadas entre os nós e eventuais interrupções nos links eram detectadas rapidamente, de forma que a rede era bastante confiável. Enquanto existisse pelo menos um caminho possível, os pacotes eram roteados até finalmente chegarem ao destino, de forma muito similar ao que temos hoje na Internet.
Esta ilustração, cortesia do computerhistory.org, mostra o diagrama da Arpanet em 1973:
Em 1974 surgiu o TCP/IP, que acabou se tornando o protocolo definitivo para uso na ARPANET e mais tarde na Internet. Uma rede interligando diversas universidades permitiu o livre tráfego de informações, levando ao desenvolvimento de recursos que usamos até hoje, como o e-mail, o telnet e o FTP, que permitiam aos usuários conectados trocar informações, acessar outros computadores remotamente e compartilhar arquivos. Na época, mainframes com um bom poder de processamento eram raros e incrivelmente caros, de forma que eles acabavam sendo compartilhados entre diversos pesquisadores e técnicos, que podiam estar situados em qualquer ponto da rede.
Um dos supercomputadores mais poderosos da época, acessado quase que unicamente via rede, era o Cray-1 (fabricado em 1976). Ele operava a 80 MHz, executando duas instruções por ciclo, e contava com 8 MB de memória, uma configuração que só seria alcançada pelos PCs domésticos quase duas décadas depois. Esta foto do museu da NASA mostra o Cray-1 durante uma manutenção de rotina:
Com o crescimento da rede, manter e distribuir listas de todos os hosts conectados foi se tornando cada vez mais dispendioso, até que em 1980 passaram a ser usados nomes de domínio, dando origem ao "Domain Name System", ou simplesmente DNS, que é essencialmente o mesmo sistema para atribuir nomes de domínio usado até hoje.
A segunda parte da história começa em 1973 dentro do PARC (o laboratório de desenvolvimento da Xerox, em Palo Alto, EUA), quando foi feito o primeiro teste de transmissão de dados usando o padrão Ethernet. Por sinal, foi no PARC onde várias outras tecnologias importantes, incluindo a interface gráfica e o mouse, foram originalmente desenvolvidas. O teste deu origem ao primeiro padrão Ethernet, que transmitia dados a 2.94 megabits através de cabos coaxiais e permitia a conexão de até 256 estações de trabalho. Este célebre desenho, feito por Bob Metcalf, o principal desenvolvedor do padrão, ilustra o conceito:
O termo "ether" era usado para descrever o meio de transmissão dos sinais em um sistema. No Ethernet original, o "ether" era um cabo coaxial, mas em outros padrões pode ser usado um cabo de fibra óptica, ou mesmo o ar, no caso das redes wireless. O termo foi escolhido para enfatizar que o padrão Ethernet não era dependente do meio e podia ser adaptado para trabalhar em conjunto com outras mídias.
Note que tudo isso aconteceu muito antes do lançamento do primeiro micro PC, o que só aconteceu em 1981. Os desenvolvedores do PARC criaram diversos protótipos de estações de trabalho durante a década de 1970, incluindo versões com interfaces gráficas elaboradas (para a época) que acabaram não entrando em produção devido ao custo. O padrão Ethernet surgiu, então, da necessidade natural de ligar estas estações de trabalho em rede:
Este "PC" da foto é bem mais antigo que parece. Vendo a interface gráfica você poderia pensar que se trata de uma estação de trabalho da década de 80, talvez um contemporâneo do Macintosh, mas ele é na verdade muito mais antigo. Trata-se de um Xerox Alto, de 1973, a primeira estação de trabalho e também a primeira a ser ligada em rede. Qualquer similaridade com o Macintosh e as primeiras versões do Windows não é mera coincidência...
A taxa de transmissão de 2.94 megabits do Ethernet original era derivada do clock de 2.94 MHz usado no Xerox Alto, mas ela foi logo ampliada para 10 megabits, dando origem aos primeiros padrões Ethernet de uso geral. Eles foram então sucessivamente aprimorados, dando origem aos padrões utilizados hoje em dia.
A ARPANET e o padrão Ethernet deram origem, respectivamente, à Internet e às redes locais, duas inovações que revolucionaram a computação. Hoje em dia, poderíamos muito bem viver sem processadores quad-core e sem monitores LCD, mas viver sem a Internet e sem as redes locais seria muito mais complicado.
Inicialmente, a ARPANET e o padrão Ethernet eram tecnologias sem relação direta. Uma servia para interligar servidores em universidades e outras instituições e a outra servia para criar redes locais, compartilhando arquivos e impressoras entre os computadores, facilitando a troca de arquivos e informações em ambientes de trabalho e permitindo o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Afinal, porque ter uma impressora jato de tinta para cada micro, se você pode ter uma única impressora laser, mais rápida e com uma melhor qualidade de impressão e custo por página mais baixo para toda a rede?
Na década de 1990, com a abertura do acesso à Internet, tudo ganhou uma nova dimensão e as redes se popularizaram de forma assustadora, já que não demorou muito para todos perceberem que ter uma rede local era a forma mais barata de conectar todos os micros da rede à Internet.
Há pouco mais de uma década, o acesso via linha discada ainda era a modalidade mais comum e não era incomum ver empresas onde cada PC tinha um modem e uma linha telefônica, o que multiplicava os custos. Nessas situações, locar uma linha de frame relay (uma conexão dedicada de 64 kbits, que corresponde a uma fração de uma linha T1) e compartilhar a conexão entre todos os micros acabava saindo mais barato, além de permitir que todos eles ficassem permanentemente conectados. Com a popularização das conexões de banda larga, a escolha ficou ainda mais evidente.
Hoje em dia, quase todo mundo que possui mais de um PC em casa acaba montando uma pequena rede para compartilhar a conexão entre eles, seja usando um modem ADSL configurado como roteador, combinado com um ponto de acesso Wi-FI ou um switch, um roteador wireless ou pelo menos um cabo cross-over para compartilhar diretamente a conexão entre dois micros. É quase impossível encontrar uma placa-mãe que já não venha com uma placa de rede integrada, ou um notebook que não traga uma placa wireless pré-instalada, sem falar nos smartphones, tablets e todos os outros dispositivos sedentos de conexões Wi-Fi que temos hoje em dia. O acesso à web se tornou tão ubíquo que é cada vez mais difícil encontrar utilidade para um PC desconectado da rede.
Além disso, as redes continuam cumprindo seu papel como uma forma de compartilhar recursos entre diversos PCs e outros dispositivos, permitindo que você acesse arquivos, use impressoras, unidades ópticas e outros dispositivos e rode aplicativos remotamente.
Você pode usar um notebook como segundo monitor, usando-o como uma extensão da tela do seu desktop (mesmo que os dois rodem sistemas operacionais diferentes), pode usar um micro antigo como servidor de arquivos para a rede ou dar-lhe uma sobrevida como desktop, usando-o como terminal de um PC mais rápido; pode usar um proxy transparente para melhorar a velocidade do acesso à web, só para citar alguns exemplos.